Não dá pra esquecer...
Nem que rios, mares, selvas
E desertos se entreponham
Um sussurro desencarrilhado
Vem me desfilar lembranças
Do antes, muito antes
De outros tempos que vividos
Marcaram o chão com trilhas
Que me levam a esse eterno
Diálogo interno, fluido
Ouço a semente que germina
Rompendo o solo sólido
Sinto a fragrância rósea
Que não sucumbe ao tempo
Que não se enverga ao vento
Isso tem nome...
Nome de árvore, de criança
Nome de pássaro, de santo
Grandiosa chama âmbar
Consome vaidade e orgulho
Chama hilariante, ilusiona fins
Fins de mim, fins de dúvida
Saber... assim como morrer
Morre a dúvida, morre o caos
Nasce a consciência intensa
Plena de ver, perceptiva
Não dá pra esquecer...
Rostos, seres que emanam
Essa energia de vida
Minha musa inspiradora
Noemi Rabello
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