sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vaidade

ENTÃO, eu cheguei num ponto tal em minhas eremitanias, que quase tudo, senão tudo o que as pessoas fazem e igualmente o que deixam de fazer, não constam mais em meus arquivos. Meu viver independe das questões alheias, da mesma forma que o alheio independe de mim. Faça o que eu fizer, o mundo vai continuar sua trajetória até o fim dos tempos ou o começo de outras eras e o fim delas... quem sou eu para desviar essa rota!!! Se eu conseguir administrar minhas próprias coceiras sem ter que pedir emprestado ao meu vizinho uma Mãozinha-Coça-Costas, já estarei gozando de genuína liberdade e conseqüentemente, uma grande Paz Interior.
Eu olho para minha mãe terminando seus dias doente de Alzheimer numa cama e vejo nitidamente a inutilidade das coisas, das idéias, das opiniões, das celeumas, das regras, d
as leis, da ciência, da filosofia, das pelejas... no fim, tudo é Vaidade!!! Cheguei ao ponto eclesiástico de todas as minhas questões, meus mêdos, meus embaraços, minhas feridas, minhas medalhas, minha honra, meu orgulho, meus sonhos e pesadêlos... todos emergentes da vaidade.
Extinta a vaidade, rompe-se a vida.

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